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Vigilante - Arcade Review - Por: Old Game Master:

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Jungle Hunt - Review:

JUNGLE HUNT - E "NOSSA" CAÇADA NA SELVA:

GAME MASTER - MASTER GAMES® faz parte da Comunidade: GERAÇÃO GAME® & Equipe de Amigos ® e módulos® todos os direitos reservados - 2008. GAME MASTER - MASTER GAMES® o primeiro e até agora o único Blog á usar Sistema de Avaliação Buddy Poke personalizado.

Após o sucesso de Harry no jogo Pitfall! (Activision -Atari- 1982) No mesmo ano outra empresa investiria em um jogo de plataforma com um tema semelhante.Jungle Hunt foi um jogo de Arcade lançado pela Taito Corporation em 1982. Em sua fase inicial, quando ainda estava sendo programado, seu nome era para ser: Jungle King (que veio de um outro" nome protótipo" chamado: "Jungle Boy").O Jogo foi lançado, mas houve controvérsias: Jungle King (trad. Lit. Rei da Selva) além do personagem estilizado aos moldes de Tarzan também lhe copiava uma das suas principais marcas registradas - O Grito. Claro que a Taito não tinha os direitos autorias de Tarzan e esta versão não passou desapercebida.Parentes do criador de Tarzan: Edgar Rice Brorroughs e os donos dos direitos autorais do personagem notificaram a Taito por estar infringindo os direitos de cópia e reprodução. Por isso, a Taito, para evitar problemas futuros fez mudanças no personagem retirando o "Tarzan" pixelizado mudando para um explorador,e para a total decepção dos jogadores da primeira versão o grito sintetizado também foi retirado. Mas á despeito de todas as mudanças feitas na versão quanto ao personagem, tudo continuou exatamente como era antes no jogo.

Acima e ao centro: (Cliquem na Imagem para melhor visualização) um trecho da matéria da Revista Norte Americana: Computer e Videogame de Outubro de 1982 (página 31). Notem que todas as alegações quanto ao personagem princiapal do jogo se voltam sendo como: Tarzan. O Pessoal dos direitos autorais não gostou muito da história e o nome do jogo teve que ser trocado, assim como seu personagem.

O nome também foi mudado para estar de acordo com o personagem, passou então de Jungle King para Jungle Hunt.

Jungle Hunt não fez tanto sucesso quanto a Taito esperava do jogo (somando todos os problemas legais e mudanças feitas no jogo.) Mas foi um dos primeiros jogos side scrooling ( visão lateral), cuja ação partia da direita para a esquerda ( notem que grande parte dos jogos eram justamente o contrário). A Taito não desistiu do jogo e ainda tentou uma terceira abordagem utilizando a mesma base e fazendo o mesmo processo de mudança, desta vez utilizando o tema dos Piratas, o jogo foi então relançado como: Pirate Pete, com dificuldade maior que Jungle King (Hunt) e foi ainda menos popular do que os anteriores.

Acima e ao Centro: (Cliquem na imagem para melhor visualização) uma comparação entre as versões: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete - Três tentativas da Taito de conseguir alcançar o sucesso com o mesmo jogo em suas versões para Arcade

Se a imagem acima não foi suficiente para uma comparação precisa dos jogos confiram os vídeos mais abaixo:
JUNGLE KING - ARCADE GAMEPLAY:

JUNGLE HUNT - ARCADE GAMEPLAY:

PIRATE PETE: ARCADE GAMEPLAY:
Phosphor Dot Fossils:

A Atari então conseguiu comprar os direitos de publicação e produção do jogo para seus consoles domésticos assim como para outros sistemas sob o selo da: Atarisoft label. Existem boatos, que este jogo foi uma resposta da Atari para o Pitfall! da Activision ( afinal este jogo foi produzido para a Atari e não pela Atari). Jungle Hunt foi lançado com o jogo: Kangaroo como parte de uma estratégia e campanha de marketing promovida pela empresa, chamada: "Atari Safari".



Acima e ao centro (Cliquem nas imagens para melhor visualização e confiram as fotos em destaque pelas setas). A Atari não perdia tempo na divulgação de seus jogos e Jungle Hunt fez parte de quase todos os panfletos e catálogos de jogo da empresa, conforme podemos conferir acima.

Uma curiosidade sobre quando Jungle Hunt Passou á fazer parte dos jogos da Atari. O Personagem passou á ser chamado de: Sir Dudley Dashley e de namorada, a mocinha do jogo passou á esposa, e a ser chamada de: Lady Penelope Dashley. O personagem ganhou trejeitos e traços ingleses, e uma coisa que chama atenção, é que segundo a história de Tarzan, o personagem tinha linhagem inglesa ( de qualquer modo este jogo sempre irá trazer alguma referência de Tarzan).

Mudanças Drásticas: (Clique na imagem para melhor visualização) Acima podemos conferir as mudanças nos personagens. Notem que na versão Jungle King o Personagem era um esbelto homem das selvas e e quando a Atari converteu o jogo para o console VCS 2600 o transformou em um explorador inglês ( com traços mais caricatos) e não podemos nos esquecer de Pirate Pete (Arcade), em que ele se transformou em um pirata.

No Brasil, os cartuchos Jungle Hunt produzidos pela Polyvox vinham com a tradução do jogo entre parênteses: "Caçada na Selva" e muitas outras produtoras de cartuchos do sistema no Brasil, nomearam o jogo da mesma forma.

Acima e ao Centro: Cartucho Jungle Hunt- Silver Label - Fabricado pela Polyvox - Observem que o nome: Caçada na Selva, foi como o título ficou mais conhecido no Brasil.

As Histórias por detrás dos Games:

Embora os três jogos: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete possuam a mesma base, cada qual introduz uma história um pouco diferente mas com os mesmos objetivos. No caso das versões King e Hunt, todo o ambiente e trajetória se passam em uma selva ( com os seus obstáculos e perigos programados de acordo para o jogo) o Objetivo e resgatar a namorada do protagonista ( Homem da Selva ou Explorador) raptada por nativos e o personagem atravessar quatro fases diferentes, salvando a pobre e indefesa moça de virar prato principal de uma tribo de canibais.

Já a versão Pirate Pete, introduz uma história parecida, mas com tema de fundo a época dos piratas, que raptaram a namorada do protagonista ( outro pirata) e a levaram para uma ilha. O que não dá para entender é o por que os piratas tentam coloca-la em um caldeirão ( já que não são canibais) mas levando em consideração muitos dos contos de piratas, vamos imaginar que eles vão cozinha=la em uma caldeirão de óleo fervendo, pelo simples prazer de matar ( afinal os piratas eram bandidos, saqueadores e cometiam uma série de atrocidades).

As conversões ( ou compilações) do Arcade para as platformas domésticas (videogames e PC's) variam de acordo as limitações impostas por cada sistema, mas no geral estão praticamente fiéis ao Arcade.
Analisando: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete:

Manuais:

Versão Brasileira -Polyvox:






Versão Americana - ATARI:










Gráficos: Os gráficos do jogo seguem á risca os padrões dos jogos de sua época. Voltamos a destacar que um dos diferenciais deste jogo esta na sua movimentação side scrooling ( visão lateral) da direita para a esquerda ( foi um dos primeiros e poucos jogos á utilizar este sistema). A programação dos personagens ( principalmente o protagonista do jogo e os nativos) foram muito bem feitas e exibem algumas animações bem humoradas ( dança dos nativos e quando o personagem é esmagado por uma das pedras) os personagens animais ( macacos e crocodilos pelo menos em algumas versões foram mantidos além do Arcade) também exibem uma animação bem divertida que cativa o jogador e faz quem com ele se ambiente e mergulhe de cabeça na proposta do jogo.

Nota:
A versão do Atari 2600 não possui os macacos, a parte do salvamento da moça, foi dividida em duas telas e o caldeirão ficou de fora.
Mas foi a primeira conversão direta do Arcade da Taito para um sistema doméstico.

Embora algumas versões seguintes do jogo, convertidas para outros videogames da Atari e PC's tenham sofrido modificações e até perdas gráficas singficativas, os gráficos e suas propostas se mantiveram fiéis á versão original. As versões Colecovision (MSX fez um hack para seu sistema á partir desta versão) e TI 99/4A são as que exibem os gráficos mais coloridos e bem definidos para as versões domésticas do Jogo.



Os controles do personagem também são bem simples: as setas direcionais movimentam o personagemem 3 direções ( dependendo da fase onde ele esteja) nas fases terrestres á partir da esquerda , o personagem só pode mover-se para a esquerda ( embora na quarta fase ele pode realizar um simples comando de recuo - dependendo da posição) e para baixo para se agaixar e na fase de nado (o personagem só pode se movimentar para cima e para baixo). O botão de tiro ( geralmente assim que é chamado) é utilizado para confirmar algumas das ações: desprender-se do cipó, efetuar um ataque na fase de nado e finalmente o salto do personagem nas duas fases restantes.

Som: Embora a versão Hunt tenha perdido a voz sintetizada do grito de Tarzan, as músicas seguem bem o padrão das utilizadas em filmes de aventura na selva ( no caso de Pirate Pete a tema muda de padrão), na versão Atari 2600 com sua versão: Hunt, na quarta fase, a música usada na dança dos nativos é uma das mais interessantes do jogo. Os efeitos sonoros usados durante a segunda fase (nado) quando o personagem sobe a superfície para tomar fôlego ( e encher o medidor de oxigênio) lembram bastante o jogo Seaquest, e os efeitos sonoros das pedras caindo também dão um tom á mais de realismo ao jogo.

Dificuldade: As versões King e Hunt apresentam uma dificuldade moderada e crescente ( conforme vai avançando as fases. Compreenda que cada fase e dividida em quatro estágios: Cipó (dependurando-se um cipó de uma árvore á outra) Nado ( personagem deve atravessar um rio cheio de crocodilos) Desmoronamento ( o personagem tem que subir um declive onde várias pedras desmoronam e vão me direção ao personagem) e finalmente Resgate (onde o personagem deve saltar e ultrapassar os nativos e resgatar a prisioneira antes que ela seja mergulhada em um caldeirão). Note que esta é uma das fases mais dificeis do jogo, já que o sinvronismo dos saltos é o que determina o sucesso para o salto final e resgate). Após atravessar com sucesso os quatro estágios inciais de uma fase, uma mesma bateria de fases começa novamente, apenas com alguns acrescimos de inimigos ( como macacos) a velocidade dos obstáculos e algumas mudaças no estágio final.

A versão Pirate Pete é a que apresenta uma dificuldade muito acima da média, talvez seja por isso que a versão do Arcade não tenha feito muito sucesso.

NOSSA AVALIAÇÃO DE: JUNGLE HUNT ( E VERSÕES):


VERSÕES PARA CONSOLES E PCs:

Abaixo podemos conferir a primeira galeria de imagens das versões para: Arcade, Consoles e PCs. Cada uma das imagens reúne informações dos países de origem, box (frente e verso) assim como as mídias utilizadas nas versões:

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

VERSÕES PARA CONSOLES E PCs: Galeria II : Imagens dos Jogos:

Abaixo podemos conferir a segunda galeria de imagens das versões para: Arcade, Consoles e PCs. Cada uma das imagens reúne informações dos países de origem, e as imagens reais dos jogos e suas versões:

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Notas:

*A versão para o MSX citada nas imagens foi Hackeada á partir da versão já existente para o Colecovision. Portanto utilizamos o mesmo padrão de imagens para representar ambas as versões.

* Jess Hagan
um hacker norte-americano fez em 2003 uma versão hack de Jungle Hunt baseada e renomeada como o jogo orginal: Jungle King. Confiram as imagens abaixo e vejam as comparações entre a versão original e a versão criada por Hagan.

Acima e ao Centro: (Cliquem na imagem para melhor visualização) as imagens da coluna da esquerda mostram a versão Original de JUNGLE HUNT para o Atari 2600 DE 1984 e a coluna da direita nos mostra a versão Hack, chamada JUNGLE KING - criada por JESS HAGAN em 2003.

Jungle Hunt:

Por: Game Master:

Enquanto estava jogando: Pitfall! - The Lost Expedition para o Xbox, o tema "Aventura na Selva" estava na minha mente para fazer um novo review. Mas não queria trabalhar em cima da versão clássica do game que estava jogando, queria algo diferente mas que tivesse o mesmo tema.

O Primeiro jogo que me veio á mente foi Congo Bongo da Sega (Tip Top), mas já havia falado de bastante de jogos da Sega, então me lembrei de Jungle Hunt, um dos últimos jogos da era do Atari que eu conheci e que tive o prazer de jogar também em outras plataformas como Apple II e C64.

O Jogo além de exibir uma programação única ( como citei na matéria) também é um jogo que tem uma dificuldade que vária da média até a mais alta. Jungle Hunt pode não ter a mesma beleza e profundidade de Pitfall! mas é um jogo que consegue superar este clássico da Activision em alguns detalhes, principalmente na trilha sonora e alguma variedade de movimentos em sua Jogabilidade.

Eu fiz questão de mesclar neste review os outros dois jogos de sua linha (Jungle King como predecessor e o Pirate Pete como sucessor ) A Taito muitas vezes não era feliz em suas abordagens com jogos, mas eu adimiro a empresa por persistir neste jogo. E a despeito de seus problemas com direitos autorais, se o contexto original do primeiro jogo tivesse sido mantido, talvez ele tivesse tomado outros rumos.

Eu recomendo que as pessoas experimentem cada versão lançada para que possam compreender a grandiosidade deste jogo em seus vários aspectos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

H.E.R.O. - Review:

H.E.R.O. IS ALWAYS MY GAME HERO:

H.E.R.O. "Helicopter Equipped Rescue Operation" (ou: "Human Extraction and Rescue Operation") foi um jogo de plataforma lançado pela Activision em 1984 para o Atari VCS 2600. A época não poderia ter sido pior para o lançamento de um jogo, tanto que não atingiu altos índices de popularidade como os demais clássicos da empresa, a indústria dos videogames naquela época enfrentava sérios problemas e ameaçava acabar com o mercado de jogos eletrônicos, H.E.R.O. então foi um dos títulos que deram um pouco de fôlego e resgatou um pouco a auto estima e imagem dos jogos. Tanto, que algumas semanas após seu lançamento e até os dias de hoje, é considerado um dos melhores jogos do sistema Atari, e com um dos melhores gráficos, programação e jogabilidade.

H.E.R.O foi criado pelo programador: John Van Ryzin, na época um dos mais jovens programadores de jogos da Activision, John já havia produzido outro jogo para a empresa chamado: Cosmic Commuter,que juntamente com H.E.R.O foi lançado para o console da Atari, estes foram os únicos dois jogos criados por John.Muitos programadores tiveram uma carreira relativamente curta,a programação de jogos embora uma mercado promissor no começo, e como dissemos mais acima, algum tempo depois começou á apresentar sinais de desgaste e crise financeira. Muitos programadores da primeira era dos jogos, resolveram então seguir por outros caminhos e apostar em novos rumos dentro de sua profissão desistindo da programação de jogos, possivelmente foi o que aconteceu com o criador de H.E.R.O. .

Catálogo da Activision (primavera/inverno de 1984 nos EUA pag 2-Cliquem na imagem para melhor visualização) -Apesar da crise assolando os videogames, a Activision não se entregou e continuou fazendo o marketing dos seus jogos. Aqui temos um exemplo de H.E.R.O. e mais alguns outros jogos.



Uma das formas da Activision incentivar a compra de seus cartuchos era incentivar os jogadores á quebrarem os recordes de seus programadores. Na época, se o jogador conseguisse superar o score de 75.000 pontos, mandando uma foto para o Activision Club, ele receberia na comodidade de seu lar: Um emblema da "Ordem de H.E.R.O". Acima podemos conferir um destes emblemas.

E no Brasil os cartuchos já começavam a ser comercializados pela Polyvox ou ainda por outras empresas que fabricavam os próprios cartuchos como para o console nacional Supercharger e comercializado pela Canal 3, conforme podemos conferir no destaque deste prospecto - Contribuição do Prof. Hélio Ferraz , nossa autoridade brasileira sobre Atari.

Quando os jogadores do Atari finalmente perceberam o potencial de H.E.R.O outros PCs e consoles também resolveram investir no jogo. H.E.R.O. ganhou versões para:Apple II, Atari 5200, Atari 8-bit family, ColecoVision, Commodore 64, MSX, SEGA SG-1000 e ZX Spectrum.As bases gráficas, mecanismos, objetivos e jogabilidade são praticamente os mesmos nas demais versões,claro que com ênfase ao que cada plataforma poderia oferecer além da versão original do Atari. A versão do Atari 5200 oferece uma jogabilidade um pouco diferente, mas falhou por causa do joystick ( a configuração dos controles para este jogo realmente deixou e muito á desejar). A versão SG-1000 pode se dizer que é diferente de todas as outras só pelo fato de ter sido reprogramada pela SEGA.Porém, o mapeamento das fases permaneceu o mesmo, o personagem usa um Jetpack ao invés do tradicional helicóptero.

A Trama (História) por detrás de H.E.R.O.:


A história do Manual da Activision me pareceu um tanto quanto obtusa e um pouco sem sentido. Portanto vou dar uma melhorada no enredo dentro do contexto original.
Este é Roderick Hero (nosso herói), parece mais com aqueles milionários americanos com seu visual texano e característico daqueles filmes de comédia dos anos 80. Mas vamos deixar bem claro, que a ação do jogo não se passa nos EUA, mas sim na Austrália, pois toda a história do jogo começa quando mineiros ficam presos em um lugar chamado: Mount Leone (consultem o Link para mais detalhes).

Vários mineiros estão presos, as chances são mínimas e tempo e as condições do lugar não estão á seu favor, as equipes de resgate estão desanimadas e não conseguem chegar as vítimas... Somente uma pessoa é capaz de vencer todos estes desafios: R. HERO...

R. HERO já estava trabalhando em seu traje e helicóptero portátil para salvamentos e missões perigosas, e é uma excelente oportunidade para um teste. R. HERO então aceita a missão, resgatar as vítimas em 20 nivéis nas profundezas de Mount Leone. Munido de seu helicóptero, laser óptico e algumas bananas de dinamite R. Hero segue até o local da tragédia.

"Afastem-se todos! Eu vou entrar e resgatar os Mineiros Presos dentro de Mount Leone..." Diz R. Hero fazendo pose de Super Herói, antes que o chefe da equipe de resgate pudesse dizer que a montanha estava infestada de perigosas criaturas e registrando atividade vulcânica, nosso Herói já havia entrado montanha adentro... Conseguirá R. Hero resgatar todos os mineiros com vida? e pior... será que ele conseguirá sair com vida de Mount Leone? ... O destino dos mineiros e de R. HERO esta em suas mãos.

Analisando: H.E.R.O. :









Manual do Jogo H.E.R.O. da Activision - fonte:ATARI AGE

Jogabilidade: A Jogabilidade de H.E.R.O. é simples , mas nos pequenos detalhes exibe sua complexidade e grandisidade na programação. As ações de voar e detonar os explosivos estão centradas no Stick do controle do Atari ( concentrando para cima o personagem voa e colocando para baixo detona o explosivo) o personagem também tem como forma de ataque um tiro laser ( R. Hero usa uma espécie de capacete e lança uma rajada óptica laser de média distância) apertando o botão do controle do Atari realiza este comando para um tiro curto, segurando o botão o personagem realiza uma ataque contínuo.

Os tiros só tem ação no lado esquerdo e direito superiores, ou seja o personagem não pode abaixar e realizar tiros nas diagonais inferiores. O Personagem também pode efetuar disparos enquanto estiver sobrevoando algumas áreas. Mas deve ter todo um cuidado para não deixar o personagem cair, já que comprovadamente, a ação de tiro durante o vôo, anula a ação de vôo em si.

Cada alvo atingido corresponde á uma pontuação, o único inimigo que não pode ser derrotado é o tentáculo. A Explosão das paredes e o salvamento dos reféns conta como pontuação no jogo. Claro que neste ultimo caso, contará também com o medidor de POWER. Quanto mais rápido atravessar uma fase, mais pontos o personagem conseguirá no final da fase.

NOSSA AVALIAÇÃO:



Na Tabela acima podemos conferir os equipamentos (habilidades) de R. HERO ao longo do jogo e explicando as definições de jogabilidade do game.

Porém existem falhas significativas nos comandos de vôo do personagem, ao contrário do comando de detonação do explosivo que é praticamente instantâneo o comando de vôo não responde tão rápido, você não controla o pouso do personagem (somente o direciona para a esquerda ou direita) e baseado no que dissemos sobre a resposta imediata do comando de vôo, de deixar cair pode ser uma experiência desastrosa. A movimentação do personagem da esquerda e direita também não é precisa, parece que sempre esta se dando um passo á mais. Mas tirando estes pequenos defeitos, talvez seja nestes "desafios extras" que tornam H.E.R.O. um jogo tão especial.

Os contadores no canto inferior da tela de jogo, representam dados e estatísticas do jogo que influenciam diretamente na jogabilidade.

Na tabela acima e ao centro, podemos conferir os ícones dos personagens existentes no jogo. Utilize também esta tabela na parte de "Mapas do Jogo" (Confiram mais adiante nesta matéria).

Por falar em desafio, não podemos nos esquecer de dois elementos importantes que geram o desafio ao jogo a Barra de Power e as Bananas de Dinamite. Eu li em alguns reviews que a Barra de Power é um medidor de oxigênio do personagem, isso é totalmente ilógico já que assim sendo os mineiros presos na mina já estariam mortos antes que R. Hero pudesse chegar. A Barra de Power na minha opinião é a energia do equipamento do personagem, é um medidor de tempo disfarçado (veja que o sistema seria usado mais tarde em Megamania da Activision). As Bananas de Dinamite contrabalanceiam o tiro do personagem, e o uso deve ser recional, principalmente em fases mais adiantadas do jogo, qualquer erro no uso das bananas de dinamite, podem signficar a vida e a morte do personagem.

Gráficos: Estamos falando da versão para o Atari VCS 2600 portanto não podemos esperar gráficos excepcionais. Mesmo em outras versões baseados no original, as melhorias gráficas foram pouco signficantes. H.E.R.O. se destaca por apresentar uma jogabilidade de exploração de labirintos em uma perspectiva side scrolling ( os demais jogos de sua época utilizavam um tema de fundo semelhante porém utilizando uma perspectiva up scrolling ) a grande sacada dos gráficos de H.E.R.O. é nunca saber o que encontrar na parte inferior da tela e em um ambiente escuro. Essas duas perspectivas de ambiente clao e escuro além da dificuldade, ambientam o jogo na proposta de exploração de cavernas e minas escuras. Todos os elementos do jogos foram bem escolhidos culminando em uma apelo gráfico simplista, mas cheio de pequenos detalhes que em um todo e no resultado final, acabaram gerando um dos melhores games para o console da Atari, as demais sequências apenas apararam as pequenas arestas e falhas da versão original.

Os gráficos do labirinto podem até ser repetitivos. Mas o designer dos personagem principal e demais coadjuvantes, foram o conjunto que fez de H.E.R.O. um dos mais memóraveis games já lançados para o Atari.

A tabela acima é uma representação gráfica e complemento de nossa explicação sobre os gráficos do jogo, acima podemos conferir os obstáculos impostos pela programação.

Som: O jogo não possui uma trilha sonora (versão 2600) e esta restrita a efeitos sonoros básicos ( detonação e explosão,tiro, resgate, contagem de pontos e quando o personagem perde uma vida). Os jogos do Atari não precisavam de efeitos e músicas sofisticadas. Em H.E.R.O. a ausência de som, induz o jogador á concentração e a focar-se na jogabilidade. Um trilha sonora para este jogo, talvez, induziria á um clima de tensão. Verificando que os efeitos sonoros estão em perfeito acordo com o jogo, virtualmente até nós esquecemos ou reclamamos da ausência de som no jogo.

Detonado de H.E.R.O. ?

Todos nós sabemos que os jogos do Atari não tinham fim, ou seja, ou a dificuldade do jogo impedia o jogador de prosseguir, o escore máximo era atingido e o jogo não seguia adiante e por fim existiam jogos que ao atingir uma determinada fase, a programação voltava a tela de origem. No caso de H.E.R.O. para o Atari VCS 2600, ao atingir a nível 20, o jogo retornava a primeira fase do jogo repetindo infinitamente ( ou até o jogador perder todas as suas vidas) o mesmo programa.

Acima e ao centro podemos conferir uma imagem extraída de um vídeo feito por Adam Lewis chamado: Perfect Play Level 20. A mensagem em destaque (LEVEL: PRO) aparece quando o jogador termina o Level 20, e o jogo "vira" (retorna) para o Level 1, isso se repete infinitamente desde que o jogador termine todas as 20 fases do jogo.

Observando estes detalhes, um jogador americano chamado Adam Lewis, mapeou todas as fases de H.E.R.O. em 2002. Abaixo exibiremos todos os mapas das 20 fases de H.E.R.O..
Quem disse que jogos do Atari não poderiam ter detonados? (Cliquem nas imagens para ampliar) :


LEVEL: 1 e 2 de H.E.R.O. :

LEVELS: 3,4 e 5 de H.E.R.O.

LEVELS: 6,7 E 8 DE H.E.R.O.

LEVELS: 9, 10 e 11 de H.E.R.O.

LEVELS:12,13 e 14 de H.E.R.O.

LEVELS 15,16 e 17 de H.E.R.O.

LEVELS: 18,19 e 20 de H.E.R.O.


AS VERSÕES DE H.E.R.O. :

Além da versão Original do AtariVSC 2600, H.E.R.O. ganhou diversas versões para outras plataformas. Abaixo mostraremos várias galerias de imagens com algumas destas versões. Inicilamente estaremos mostrando as diferentes mídias e seus países de origem, em destaque as versões brasileiras, contribuição do Prof. Hélio Ferraz, que fez um levantamento dos vários cartuchos do Atari manufaturados no Brasil em seu trabalho no site ATARI AGE.

Galeria de Imagens de H.E.R.O. - Versões - Mídias:

Acima e ao centro (Cliquem na Imagem para melhor visualização). A primeira parte da Galeria de Mídias do jogo H.E.R.O. e também a primeira parte mostrando os cartuchos manufaturados no Brasil em suas mais diferentes versões.


Acima e ao centro (Cliquem na Imagem para melhor visualização). A segunda parte da Galeria de Mídias do jogo H.E.R.O. e também a segunda e última parte mostrando os cartuchos manufaturados no Brasil em suas mais diferentes versões.
Acima e ao centro (Cliquem na Imagem para melhor visualização). A terceira parte da Galeria de Mídias do jogo H.E.R.O. em suas versões para o MSX e ZX SPECTRUM ambas em formato de fitas K-7.

Galeria de Imagens de H.E.R.O. - Versões - Imagens dos Jogos In Game:

Abaixo podemos conferir as diferentes versões de H.E.R.O. em suas diferentes versões.
Fonte: Moby Games :

Versões: Amstrad CPC, Apple II e Atari 2600.

Versões: Comoddore64, MSX e ZX Spectrum.

Versões: Atari 5200,Atari 8 bits e Colecovision.

H.E.R.O. :
Por: Game Master:

A primeira vez que ouvi falar de H.E.R.O. foi no ano de 1986, quando um colega de escola me perguntou se eu já tinha pêgo o jogo do "Homem Helicópeto", um outro colega me disse: "Não é "Homem Helicóptero" o nome do jogo é ERO" ( a gente não era tão familiarizado com o inglês então a gente ou associava o que o personagem tinha ou fazia e ainda abrasileirava o nome do jogo). Mas depois de muita conversa, eu o joguei, e foi "vicío" á primeira vista.

H.E.R.O. era o jogo que todo gamer daquela época queria ter na sua coleção,um dos mais difíceis de se encontrar em uma loja e atualmente é um dos jogos mais caros do Atari á venda em sites na Internet. No Brasil o jogo é aclamado como um clássico absoluto da plataforma, mas interessante que não vejo o mesmo entusiasmo dos americanos, comparado á nós brasileiros em relação á este título.

Embora o Label da versão americana tenha sido a versão "especial", eu ainda acho o nosso Label da Polyvox ( série prata) um dos mais bonitos já feitos para o jogo. Sei que estou sendo muito pessoal em meus comentários, mas H.E.R.O. é um jogo especial e uma jóia rara da programação. Muitos jogadores desta nova geração consideram os jogos de Atari, ultrapassados e obsoletos, mas sempre quando experimentam este jogo,mesmo não querendo dar o braço á torcer, se impressionam do quanto os jogos antigos eram divertidos e do que o Atari era capaz de fazer.

Uma pena que H.E.R.O. não passou por novas versões e ainda vive restrito aos jogos vintage.Será que um dia veremos H.E.R.O. como relançamento de algum console? Enquanto não temos uma resposta á esta incógnita, H.E.R.O resiste heróicamente em emuladores e nas lembranças dos jogadores veteranos e saudosistas da época de ouro dos videogames.