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Vigilante - Arcade Review - Por: Old Game Master:

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domingo, 21 de setembro de 2008

Relembrando os Bons Tempos do Atari e da Polyvox:

"Atari e Polivox. Sim, nós brasileiros sabemos bem que se não fosse pela Polyvox não teríamos a nossa primeira versão do Atari VCS 2600 (Outras empresas lançaram versões do mesmo console, mas nenhuma delas com tamanha qualidade) e com certeza os nossos anos 80, não teria sido tão inesquecivel ao lado de tantas outras coisas legais desta década.

A Polyvox pode não ter sido a pioneira nos videogames no Brasil,antes dela, empresas como a Ford, Philco e Phillips lançaram o Telejogo e o Odyssey2. O contraste destes videogames chama a atenção por dois fatos distintos: O primeiro podemos dizer que é um ancestral do Atari pois é baseado no Arcade Pong "inventado" ( ou será copiado?) por Nolan Bushnell (Agora sim ! o inventor do Atari) e o segundo o Odyssey 2 signficava a concorrência do Atari nos EUA. Mas como o Odyssey não emplacou nos EUA e muito menos no Brasil tudo culminava para a Atari dar prosseguimento e força á cultura dos videogames no Brasil . E graças á Polyvox, este papel foi cumprido em absoluto.


(Cliquem na imagem para ampliar): Imagem: Acima podemos conferir os pioneiros no seguimento e cultura dos videogames no Brasil: Telejogo I e II (baseados no Pong) e Odyssey2.

Talvez o segredo do sucesso da Polyvox não estava justamente só em fazer o videogame Atari, mas estava na qualidade e e no designer similiar ao original americano ( com poucas diferenças) não só no console mas em seus cartuchos também. A história coloca o Atari Polyvox e seus clones, como uma forma de pirataria, embora poucos levem em consideração que a Polyvox tinha uma "autorização" de fabricação deste produto no território nacional, os demais consoles apenas seguiram o rastro do sucesso estrondoso do console e jogos no Brasil, criando versões similares e baratas.

Mesmo que naqueles tempos ninguém discutisse "pirataria" e "clonagem", todo mundo sentia um certo gosto de "originalidade" no console da Polyvox. E mesmo a empresa, tinha uma campanha de divulgação um pouco agressiva para a época, quando os "clones" começaram a invadir o mercado. Todo mundo na época não estava nem ai com isso, Atari seja da Polyvox ou de qualquer outra empresa, fazia parte da infância e culura das crianças da década de 80. Abaixo podemos conferir algumas imagens do Atari Polyvox , Cartuchos e de como isso fazia parte da cultura e infância 80.



(Cliquem na imagem para ampliar):Podemos conferir na imagem da esquerda para direita: Campanha de divulgação dos cartuchos da Polyvox, O Box do Console, o formato e label dos Cartuchos, o Console e uma imagem de um garoto que teve como presente de Natal o Console... *Obs* Esse garoto não é o Game Master quando criança, embora exista uma certa semelhança (Por que eles cortavam nosso cabelo tigela deste jeito?).

PROPAGANDA DIRETA E FONTE DE INFORMAÇÕES:

As imagens abaixo mostram um catálogo de jogos e de lançamentos para o nosso Atari Polyvox (Imagens cedidas gentilmente por Claudinha do Atari- Pesquisadora e Jogadora do Console até os dias de hoje). Na época não tinhamos uma revista especializada dedicada ao console, além da parte traseira da Caixa do console que mostrava imagens de vários dos jogos, a Polyvox criou uma "versão brasileira" do catálogo de jogos de Atari já existente nos EUA. Para aqueles que não o tiveram vale a pena conferir e para os que já tiveram vale á pena relembrar.














(Cliquem na imagem para ampliar): Catálogo de Jogos do Atari By Polyvox.

QUEM FOI A POLYVOX? :
Fonte: Wikipédia: Url (Link): http://pt.wikipedia.org/wiki/Polyvox

Marca de equipamentos eletrônicos fundada em 1967 que atingiu grande sucesso nas décadas de 70 e 80. Foi adquirida pela Gradiente, outro fabricante de equipamentos eletrônicos, em 1979. Fabricou a famosa linha de áudio profissional 5000 e o videogame Atari 2600 no Brasil. Foi fundada por Moris Arditti e Mario Pucci, que também eram sócios em uma loja de som em São Paulo, a Studio3. Mais tarde juntou-se a eles o Eng. Luis Alberto Leme Salvatore, que além de participar da diretoria adquiriu uma participação minoritária na companhia. Durante muitos anos, a Polyvox foi a maior concorrente da Gradiente até ser adquirida por ela em dezembro de 1979. Além de suas instalações em Osasco, SP, a empresa também mantinha uma planta industrial em Manaus, AM.

Pouco após a aquisição, os equipamentos modulares Polyvox deram suporte a nova marca que então começou a fabricação de aparelhos populares: conjuntos integrados tipo 3-em-1 e radio-gravadores além do lendário videogame Atari.

No fim da decada de 1980 os equipamentos modulares foram descontinuados, e por sua vez os mais populares conjuntos integrados deram lugar definitivo na prateleiras. Ainda nos anos 90 era possivel ver na loja ambas marcas em toda a linha da empresa.

Cláudinha do Atari (Cláudia Maria) :

Cláudia Maria (A.K.A. Claudinha do Atari) Tem 27 anos e é da cidade de Patroacínio em MG. Colecionadora e Pesquisadora da História de vários videogames, tem uma grande paixão pelo console da Atari. Primeiro console que teve, os jogos do Atari marcaram sua infância, mas ao contrário de muitos, que pararam na adolescência ela continua até hoje jogando o console da Atari. Participa de várias comunidades de jogos de videogame no Orkut, e é moderadora de uma delas. Seus conhecimentos e opniões sobre o Atari lhe renderam fama e respeito por onde passa, e representa magnificamente as mulheres nos videogames.

Sem o material que ela me postou esse artigo e matéria jamais seria possivel.
Muito Obrigado.

2 comentários:

Henrique disse...

Matéria interessante .
Eu tinha um concorrente da Polyvox...era o CCE não sei qual modelo...mas era muito bom mesmo essa época...jogava ladrãozinho direto..além de um jogo de tênis massa...
Agradecimentos à Claudinha do Atari.
Abçs.

Superonan disse...

Maravilha de matéria.
Relembrei quando era moleque e ganhei no Natal um Atari VC2600...sem fonte de energia e nem cartucho...tive que esperar um mês até usar o bicho! Quando a fonte e Pitfall! chegaram...só alegria.
Bons tempos.
E que coisa boa saber que ainda existem mulheres que gostam de videogames...se a mulherada de hoje curtisse mais os jogos, não reclamariam de comapanhia...eh,eh,eh...