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Vigilante - Arcade Review - Por: Old Game Master:

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Jungle Hunt - Review:

JUNGLE HUNT - E "NOSSA" CAÇADA NA SELVA:

GAME MASTER - MASTER GAMES® faz parte da Comunidade: GERAÇÃO GAME® & Equipe de Amigos ® e módulos® todos os direitos reservados - 2008. GAME MASTER - MASTER GAMES® o primeiro e até agora o único Blog á usar Sistema de Avaliação Buddy Poke personalizado.

Após o sucesso de Harry no jogo Pitfall! (Activision -Atari- 1982) No mesmo ano outra empresa investiria em um jogo de plataforma com um tema semelhante.Jungle Hunt foi um jogo de Arcade lançado pela Taito Corporation em 1982. Em sua fase inicial, quando ainda estava sendo programado, seu nome era para ser: Jungle King (que veio de um outro" nome protótipo" chamado: "Jungle Boy").O Jogo foi lançado, mas houve controvérsias: Jungle King (trad. Lit. Rei da Selva) além do personagem estilizado aos moldes de Tarzan também lhe copiava uma das suas principais marcas registradas - O Grito. Claro que a Taito não tinha os direitos autorias de Tarzan e esta versão não passou desapercebida.Parentes do criador de Tarzan: Edgar Rice Brorroughs e os donos dos direitos autorais do personagem notificaram a Taito por estar infringindo os direitos de cópia e reprodução. Por isso, a Taito, para evitar problemas futuros fez mudanças no personagem retirando o "Tarzan" pixelizado mudando para um explorador,e para a total decepção dos jogadores da primeira versão o grito sintetizado também foi retirado. Mas á despeito de todas as mudanças feitas na versão quanto ao personagem, tudo continuou exatamente como era antes no jogo.

Acima e ao centro: (Cliquem na Imagem para melhor visualização) um trecho da matéria da Revista Norte Americana: Computer e Videogame de Outubro de 1982 (página 31). Notem que todas as alegações quanto ao personagem princiapal do jogo se voltam sendo como: Tarzan. O Pessoal dos direitos autorais não gostou muito da história e o nome do jogo teve que ser trocado, assim como seu personagem.

O nome também foi mudado para estar de acordo com o personagem, passou então de Jungle King para Jungle Hunt.

Jungle Hunt não fez tanto sucesso quanto a Taito esperava do jogo (somando todos os problemas legais e mudanças feitas no jogo.) Mas foi um dos primeiros jogos side scrooling ( visão lateral), cuja ação partia da direita para a esquerda ( notem que grande parte dos jogos eram justamente o contrário). A Taito não desistiu do jogo e ainda tentou uma terceira abordagem utilizando a mesma base e fazendo o mesmo processo de mudança, desta vez utilizando o tema dos Piratas, o jogo foi então relançado como: Pirate Pete, com dificuldade maior que Jungle King (Hunt) e foi ainda menos popular do que os anteriores.

Acima e ao Centro: (Cliquem na imagem para melhor visualização) uma comparação entre as versões: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete - Três tentativas da Taito de conseguir alcançar o sucesso com o mesmo jogo em suas versões para Arcade

Se a imagem acima não foi suficiente para uma comparação precisa dos jogos confiram os vídeos mais abaixo:
JUNGLE KING - ARCADE GAMEPLAY:

JUNGLE HUNT - ARCADE GAMEPLAY:

PIRATE PETE: ARCADE GAMEPLAY:
Phosphor Dot Fossils:

A Atari então conseguiu comprar os direitos de publicação e produção do jogo para seus consoles domésticos assim como para outros sistemas sob o selo da: Atarisoft label. Existem boatos, que este jogo foi uma resposta da Atari para o Pitfall! da Activision ( afinal este jogo foi produzido para a Atari e não pela Atari). Jungle Hunt foi lançado com o jogo: Kangaroo como parte de uma estratégia e campanha de marketing promovida pela empresa, chamada: "Atari Safari".



Acima e ao centro (Cliquem nas imagens para melhor visualização e confiram as fotos em destaque pelas setas). A Atari não perdia tempo na divulgação de seus jogos e Jungle Hunt fez parte de quase todos os panfletos e catálogos de jogo da empresa, conforme podemos conferir acima.

Uma curiosidade sobre quando Jungle Hunt Passou á fazer parte dos jogos da Atari. O Personagem passou á ser chamado de: Sir Dudley Dashley e de namorada, a mocinha do jogo passou á esposa, e a ser chamada de: Lady Penelope Dashley. O personagem ganhou trejeitos e traços ingleses, e uma coisa que chama atenção, é que segundo a história de Tarzan, o personagem tinha linhagem inglesa ( de qualquer modo este jogo sempre irá trazer alguma referência de Tarzan).

Mudanças Drásticas: (Clique na imagem para melhor visualização) Acima podemos conferir as mudanças nos personagens. Notem que na versão Jungle King o Personagem era um esbelto homem das selvas e e quando a Atari converteu o jogo para o console VCS 2600 o transformou em um explorador inglês ( com traços mais caricatos) e não podemos nos esquecer de Pirate Pete (Arcade), em que ele se transformou em um pirata.

No Brasil, os cartuchos Jungle Hunt produzidos pela Polyvox vinham com a tradução do jogo entre parênteses: "Caçada na Selva" e muitas outras produtoras de cartuchos do sistema no Brasil, nomearam o jogo da mesma forma.

Acima e ao Centro: Cartucho Jungle Hunt- Silver Label - Fabricado pela Polyvox - Observem que o nome: Caçada na Selva, foi como o título ficou mais conhecido no Brasil.

As Histórias por detrás dos Games:

Embora os três jogos: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete possuam a mesma base, cada qual introduz uma história um pouco diferente mas com os mesmos objetivos. No caso das versões King e Hunt, todo o ambiente e trajetória se passam em uma selva ( com os seus obstáculos e perigos programados de acordo para o jogo) o Objetivo e resgatar a namorada do protagonista ( Homem da Selva ou Explorador) raptada por nativos e o personagem atravessar quatro fases diferentes, salvando a pobre e indefesa moça de virar prato principal de uma tribo de canibais.

Já a versão Pirate Pete, introduz uma história parecida, mas com tema de fundo a época dos piratas, que raptaram a namorada do protagonista ( outro pirata) e a levaram para uma ilha. O que não dá para entender é o por que os piratas tentam coloca-la em um caldeirão ( já que não são canibais) mas levando em consideração muitos dos contos de piratas, vamos imaginar que eles vão cozinha=la em uma caldeirão de óleo fervendo, pelo simples prazer de matar ( afinal os piratas eram bandidos, saqueadores e cometiam uma série de atrocidades).

As conversões ( ou compilações) do Arcade para as platformas domésticas (videogames e PC's) variam de acordo as limitações impostas por cada sistema, mas no geral estão praticamente fiéis ao Arcade.
Analisando: Jungle King, Jungle Hunt e Pirate Pete:

Manuais:

Versão Brasileira -Polyvox:






Versão Americana - ATARI:










Gráficos: Os gráficos do jogo seguem á risca os padrões dos jogos de sua época. Voltamos a destacar que um dos diferenciais deste jogo esta na sua movimentação side scrooling ( visão lateral) da direita para a esquerda ( foi um dos primeiros e poucos jogos á utilizar este sistema). A programação dos personagens ( principalmente o protagonista do jogo e os nativos) foram muito bem feitas e exibem algumas animações bem humoradas ( dança dos nativos e quando o personagem é esmagado por uma das pedras) os personagens animais ( macacos e crocodilos pelo menos em algumas versões foram mantidos além do Arcade) também exibem uma animação bem divertida que cativa o jogador e faz quem com ele se ambiente e mergulhe de cabeça na proposta do jogo.

Nota:
A versão do Atari 2600 não possui os macacos, a parte do salvamento da moça, foi dividida em duas telas e o caldeirão ficou de fora.
Mas foi a primeira conversão direta do Arcade da Taito para um sistema doméstico.

Embora algumas versões seguintes do jogo, convertidas para outros videogames da Atari e PC's tenham sofrido modificações e até perdas gráficas singficativas, os gráficos e suas propostas se mantiveram fiéis á versão original. As versões Colecovision (MSX fez um hack para seu sistema á partir desta versão) e TI 99/4A são as que exibem os gráficos mais coloridos e bem definidos para as versões domésticas do Jogo.



Os controles do personagem também são bem simples: as setas direcionais movimentam o personagemem 3 direções ( dependendo da fase onde ele esteja) nas fases terrestres á partir da esquerda , o personagem só pode mover-se para a esquerda ( embora na quarta fase ele pode realizar um simples comando de recuo - dependendo da posição) e para baixo para se agaixar e na fase de nado (o personagem só pode se movimentar para cima e para baixo). O botão de tiro ( geralmente assim que é chamado) é utilizado para confirmar algumas das ações: desprender-se do cipó, efetuar um ataque na fase de nado e finalmente o salto do personagem nas duas fases restantes.

Som: Embora a versão Hunt tenha perdido a voz sintetizada do grito de Tarzan, as músicas seguem bem o padrão das utilizadas em filmes de aventura na selva ( no caso de Pirate Pete a tema muda de padrão), na versão Atari 2600 com sua versão: Hunt, na quarta fase, a música usada na dança dos nativos é uma das mais interessantes do jogo. Os efeitos sonoros usados durante a segunda fase (nado) quando o personagem sobe a superfície para tomar fôlego ( e encher o medidor de oxigênio) lembram bastante o jogo Seaquest, e os efeitos sonoros das pedras caindo também dão um tom á mais de realismo ao jogo.

Dificuldade: As versões King e Hunt apresentam uma dificuldade moderada e crescente ( conforme vai avançando as fases. Compreenda que cada fase e dividida em quatro estágios: Cipó (dependurando-se um cipó de uma árvore á outra) Nado ( personagem deve atravessar um rio cheio de crocodilos) Desmoronamento ( o personagem tem que subir um declive onde várias pedras desmoronam e vão me direção ao personagem) e finalmente Resgate (onde o personagem deve saltar e ultrapassar os nativos e resgatar a prisioneira antes que ela seja mergulhada em um caldeirão). Note que esta é uma das fases mais dificeis do jogo, já que o sinvronismo dos saltos é o que determina o sucesso para o salto final e resgate). Após atravessar com sucesso os quatro estágios inciais de uma fase, uma mesma bateria de fases começa novamente, apenas com alguns acrescimos de inimigos ( como macacos) a velocidade dos obstáculos e algumas mudaças no estágio final.

A versão Pirate Pete é a que apresenta uma dificuldade muito acima da média, talvez seja por isso que a versão do Arcade não tenha feito muito sucesso.

NOSSA AVALIAÇÃO DE: JUNGLE HUNT ( E VERSÕES):


VERSÕES PARA CONSOLES E PCs:

Abaixo podemos conferir a primeira galeria de imagens das versões para: Arcade, Consoles e PCs. Cada uma das imagens reúne informações dos países de origem, box (frente e verso) assim como as mídias utilizadas nas versões:

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

VERSÕES PARA CONSOLES E PCs: Galeria II : Imagens dos Jogos:

Abaixo podemos conferir a segunda galeria de imagens das versões para: Arcade, Consoles e PCs. Cada uma das imagens reúne informações dos países de origem, e as imagens reais dos jogos e suas versões:

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Cliquem na imagem acima e ao centro para melhor visualização.

Notas:

*A versão para o MSX citada nas imagens foi Hackeada á partir da versão já existente para o Colecovision. Portanto utilizamos o mesmo padrão de imagens para representar ambas as versões.

* Jess Hagan
um hacker norte-americano fez em 2003 uma versão hack de Jungle Hunt baseada e renomeada como o jogo orginal: Jungle King. Confiram as imagens abaixo e vejam as comparações entre a versão original e a versão criada por Hagan.

Acima e ao Centro: (Cliquem na imagem para melhor visualização) as imagens da coluna da esquerda mostram a versão Original de JUNGLE HUNT para o Atari 2600 DE 1984 e a coluna da direita nos mostra a versão Hack, chamada JUNGLE KING - criada por JESS HAGAN em 2003.

Jungle Hunt:

Por: Game Master:

Enquanto estava jogando: Pitfall! - The Lost Expedition para o Xbox, o tema "Aventura na Selva" estava na minha mente para fazer um novo review. Mas não queria trabalhar em cima da versão clássica do game que estava jogando, queria algo diferente mas que tivesse o mesmo tema.

O Primeiro jogo que me veio á mente foi Congo Bongo da Sega (Tip Top), mas já havia falado de bastante de jogos da Sega, então me lembrei de Jungle Hunt, um dos últimos jogos da era do Atari que eu conheci e que tive o prazer de jogar também em outras plataformas como Apple II e C64.

O Jogo além de exibir uma programação única ( como citei na matéria) também é um jogo que tem uma dificuldade que vária da média até a mais alta. Jungle Hunt pode não ter a mesma beleza e profundidade de Pitfall! mas é um jogo que consegue superar este clássico da Activision em alguns detalhes, principalmente na trilha sonora e alguma variedade de movimentos em sua Jogabilidade.

Eu fiz questão de mesclar neste review os outros dois jogos de sua linha (Jungle King como predecessor e o Pirate Pete como sucessor ) A Taito muitas vezes não era feliz em suas abordagens com jogos, mas eu adimiro a empresa por persistir neste jogo. E a despeito de seus problemas com direitos autorais, se o contexto original do primeiro jogo tivesse sido mantido, talvez ele tivesse tomado outros rumos.

Eu recomendo que as pessoas experimentem cada versão lançada para que possam compreender a grandiosidade deste jogo em seus vários aspectos.

3 comentários:

robertobech disse...

Rapaz, que post incrível!

Descobri recentemente o seu blog, e parece excelente! Agora indiquei ao "Olha que blog maneiro". Parabéns, você merece!
http://www.gagagames.com.br/?p=2219

robertobech disse...

Eu de novo, agora é que li o post todo... excelente, meus parabéns!

Essa dos piratas usarem um caldeirão foi estranha mesmo... e sabe que embora não jogue Jungle Hunt há uns 15 anos eu ainda lembro da música dos canibais?

Um abraço, e por favor, não desista do blog, o material é de ótima qualidade.

PS: lá no Gagá Games eu sou o "Orakio 'O Gagá' Rob".

cyberkao disse...

Falaê, GM!

Cadê a próxima matéria???

Coloquei seu blog na lista "Olha que Maneiro!".

Seu trabalho vale a penas ser divulgado!

Dê uma olhada e participe da brincadeira, se quiser!

Grande abraço!!!

http://retrogamesbrasil.blogspot.com/2009/02/as-vezes-fico-pensando-que-faco-o-rgb.html